Grupo informal que realiza atividades gratuitas tendo em conta a forma e condição física dos participantes e de modo a promover o seu bem-estar. Cada participante assume a responsabilidade pela sua participação bem como os riscos daí envolvidos.O promotor deste blogue e o guia das caminhadas não podem ser responsabilizados por quaisquer danos físicos (ou outros) que se registem com qualquer dos participantes.
PEDREIRA DA MILHÁRIA, SERRA DE PIAS E COUCE
PONTO DE ENCONTRO: LIDL, Valongo
HORA: 8h30m | DISTÂNCIA DA CAMINHADA: 14 km
DURAÇÃO: 4 horas | GRAU DE DIFICULDADE: Médio
MAPA DO PERCURSO
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PERFIL DO PERCURSO (clicar na imagem para ampliar)
PONTOS DE INTERESSE
Ponte/aqueduto dos Arcos
Faz parte do regadio que captava a água em Ponte Ferreira, sendo referenciado como existente em 1631, em virtude de uma provisão de 30 de Maio desse ano a autorizar o mesmo regadio. Destinado a transpor a água de uma margem do rio para a outra, para irrigação dos férteis terrenos envolventes, o aqueduto atual é de construção posterior à provisão, designadamente oitocentista. Associava à função de passagem da água a passagem de peões. Apesar de já não servir a função para a qual foi construído, ultimamente foi objeto de restauro por ser um ícone de valor patrimonial e identitário das gentes de Campo.
Rio Ferreira, em Campo

Extração de ardósia, em Campo, Valongo
A "Pedreira da Milhária" é a mais antiga em actividade de que há registo em Portugal, possuindo 15 ha de área extractiva e reservas para vários anos. A Milhária é também a maior exploração a céu aberto de ardósia em Portugal, sendo a extracção quase totalmente mecanizada.
Serra de Pias
Ponte sobre o rio Ferreira, em Couce

Aldeia de Couce
PR1 - PEDRAS, MOINHOS E AROMAS DE SANTIAGO - MARCO de CANAVESES
PONTO DE ENCONTRO: Igreja de Soalhâes, Marco Canaveses
HORA: 8h30m | DISTÂNCIA DA CAMINHADA: 14 km
DURAÇÃO: 4 horas | GRAU DE DIFICULDADE: Médio
MAPA DO PERCURSO
Este percurso pedestre circular tem início (e fim) na Igreja românica de São Martinho de Soalhães e atravessa a inconfundível paisagem da serra da Aboboreira. A meio do percurso impõe-se uma paragem obrigatória em Almofrela, classificada como Aldeia de Portugal.
PERFIL DO PERCURSO
DESCRIÇÃO E MOTIVOS DE INTERESSE
Clica aqui para fazer download do panfleto informativo
O percurso tem início junto à Igreja Matriz de Soalhães, decorrendo, posteriormente, numa área montanhosa (a Serra da Aboboreira) de elevado valor cultural e natural. Assim, durante o trajeto, percorrem-se caminhos antigos, ladeados por muros de pedra, muitas vezes escavados na rocha-mãe, por sua vez rasgados pelas rodas dos carros de bois. Além disto, as gentes destas terras, ancestralmente adaptadas aos ambientes rurais e vivendo em tradicionais casas graníticas de arquitetura tipicamente portuguesa, ainda cultivam o campo à força braçal e animal. Tal ambiente, calmo e pouco povoado, propicia a existência de refúgios ecológicos para inúmeras espécies da fauna e da flora. Deste modo, ao longo do itinerário os pedestrianistas percorrem bosques de carvalhos, eucaliptos e pinheiros; campos de cultivo sobranceiros às aldeias e zonas de vegetação arbustiva. Nesta linha de pensamento, é de frisar uma característica nesta zona: a utilização de ervas aromáticas na gastronomia e na medicina tradicional, tais como o rosmaninho, o alecrim, o louro, a hortelã, a salsa, o funcho, a arruda, o trovisco, a cidreira, a marcela, a arnica, os agriões e os poejos.
No âmbito da fauna, a serra da Aboboreira serve de hospedaria para várias espécies de invertebrados, destacando-se as distintas borboletas e escaravelhos, entre outros. No entanto, nesta região encontram-se ainda, aproximadamente, 68 espécies de vertebrados terrestres, não incluindo as aves, dando-se o destaque para a salamandra-lusitânica, a rã-ibérica, o lagarto-de-água e a toupeira-de-água, entre muitos outros exemplares. Relativamente aos mamíferos destacam-se o javali, o coelho bravo, a lebre, a raposa e o gato-bravo. Ao mesmo tempo, na fauna doméstica, encontram-se ovinos e caprinos, que pastoreiam na encosta da serra (permitindo a confeção do saboroso queijo fresco), assim como os bovinos, utilizado ainda nas lavouras tradicionais. Matizando a paisagem, podem observar-se grandiosos rochedos com formas finamente arredondadas, lembrando silenciosos guardiões da serra. Umas vezes são usados como escudos protetores dos temporais, justificando o facto de antigamente o povo partilhar com eles o seu lar, ao construir as suas casas a elas encostadas. Outras vezes, estes geomonumentos, pela desproporção e “equilíbrio ameaçador” em que se encontram, inclinados sobre as habitações, parecem querer recordar ao Homem a sua pequenez e a realidade da sua existência estar nas mãos do destino.
De forma colateral, é possível assistir à trituração de cereais (como por exemplo, do milho) nos moinhos de água, como o “Moinho de Balcão”. O último faz parte de um belo conjunto de onze, envolvidos por uma vegetação luxuriante e acompanhados pela Ribeira de Vinheiros, em Soalhães, e dos quais foram recuperados mais três, pela Junta de Freguesia. Apesar das suas últimas moagens terem ocorrido na década de 1970, o “Moinho de Balcão”, trabalha como antigamente.
Similarmente, para além da Igreja Matriz de Soalhães (referida inicialmente), as capelas de S. Clemente, S. Tiago, S. Brás e S. Bento do Pinhão evidenciam a presença das construções de caráter religioso em diferentes partes da paisagem deste percurso pedestre.
http://www.walkingportugal.com/z_distritos_portugal/Porto/Marco_de_Canaveses/MCN_PR1_Pedras_Moinhos_e_Aromas_de_Santiago.html
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