POR TERRAS DE VILA COVA DE CARROS E MOURIZ

 Algumas imagens do percurso, principalmente do trilho junto à levada.

Localização da levada














Como se devem apertar os cordões...



Foto do grupo de caminheiros


POR TERRAS DE VILA COVA E MOURIZ



DIA: Domingo, 18 de dezembro de 2022
PONTO DE ENCONTRO: 
Vila Cova de Carros | HORA: 8h30 
DISTÂNCIA DA CAMINHADA: 12 km 
DURAÇÃO: ± 4 horas
GRAU DE DIFICULDADE: Médio


COMO CHEGAR AO PONTO DE ENCONTRO

Para saberes onde é o ponto de encontro, clica aqui,
ou cola o código 6J5M+8RJ Vila Cova de Carros no Google Maps.

O restaurante, onde se realiza o almoço, é junto ao ponto de encontro.


MAPA DO PERCURSO
PERFIL DO PERCURSO




PR11 PNF - QUINTANDONA TERRA DE MIL CORES, FESTAS E SABORES + BIODIVERSIDADE

Início da atividade com pão de deus e vinho do Porto











Foto do grupo





Baloiço da Pegadinha






Ribeira de Lagares

Atravessar a Ribeira de Lagares

Ribeira de Lagares

Ribeira de Lagares

Ribeira de Lagares

Ribeira de Lagares

Ribeira de Lagares


Aldeia de Quintandona

Aldeia de Quintandona

Aldeia de Quintandona
Aldeia de Quintandona

Aldeia de Quintandona

Feliz Natal

PR11 PNF - QUINTANDONA TERRA DE MIL CORES, FESTAS E SABORES + BIODIVERSIDADE

 

DIA: Domingo, 11 de dezembro de 2022
PONTO DE ENCONTRO: Parque de 
estacionamento do Centro Interpretativo de Quintandona | HORA: 8h30 
DISTÂNCIA DA CAMINHADA: 12 km 
DURAÇÃO: ± 4 horas
GRAU DE DIFICULDADE: Médio


MAPA DO PERCURSO


O trilho está sinalizado e tem uma extensão de aproximadamente 12 kms. Decorre em espaços públicos abertos, por caminhos de terra e de pé posto, caminhos rurais, antigas calçadas, caminho florestal e alguns arruamentos em paralelo.


PERFIL DO PERCURSO



DESCRIÇÃO DA CAMINHADA


“Quintandona, a magnífica” serve de ponto de partida a este percurso. Esta aldeia preservada, com ruas típicas muito estreitas. O lugar da aldeia é, atualmente, composto por um conjunto de habitações construídas em xisto, granito amarelo e ardósia, o que a tornam muito particular. De gente afável e dinâmica, tem nos dias de hoje pouco mais de 60 habitantes que com dedicação fazem deste lugar um polo de cultura e atratividade como é o caso da Festa do Caldo de Quintandona, que se realiza no segundo fim de semana de setembro de cada ano. 

A caminhada começa no Centro Interpretativo de Quintandona. Na aldeia a maioria das casas são em xisto, granito amarelo e ardósia. Saindo do parque de estacionamento, passamos pelo Cruzeiro e Capela de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição, edifício particular com mais de 200 anos, que pode ser visitado, basta solicitar no Centro Interpretativo.


Seguindo pela rua principal, podemos ver a beleza da aldeia, integralmente recuperada com muito saber e bom gosto. Um espaço único, não só pelas suas casas preservadas, mas pela preservação da antiga arquitetura, associada à atividade agrícola tradicional, e que conduziu ao reconhecimento do valor cultural e patrimonial da aldeia, sendo atualmente um núcleo dependente do Museu Municipal de Penafiel, permanentemente aberto ao público. A Casa do Xiné é visita obrigatória. Resulta da parceria entre a CASAXINÉ, Associação para a promoção e desenvolvimento cultural de Quintandona, a Associação comoDEantes, grupo de teatro, e a Associação para o desenvolvimento de Lagares e visa dinamizar a cultura e o turismo na região. Com lotação para 60 lugares sentados e 250 lugares em pé, a Casa do Xiné é um espaço polivalente com as condições necessárias para o acolhimento de diferentes tipos de eventos.

Depois de uma volta pela aldeia, voltamos ao Cruzeiro e seguimos o PR11.1 - Biodiversidade. O percurso será por um caminho de pé posto que atravessa os campos da aldeia. Intersetamos a Ribeira do Outeiro que seguimos por um denso arvoredo até à Cascatinha do Aguieiro, local de interseção com o PR11, para posteriormente entrarmos no caminho florestal em direção ao topo da cumeada de acesso às Vinhas da Aveleda.


Seguimos pela cumeada, ao longo da vinha, e pouco depois chegamos ao ponto mais alto do percurso, o Miradouro e Baloiço da Pegadinha. Excelentes vistas para Lagares e terras circundantes. 

Descendo a encosta, pode-se visitar as gravuras rupestres que deram origem à Lenda da Pegadinha. "Diz a lenda que... Nossa Senhora e São José, ao serem perseguidos pelos soldados do rei Herodes, vieram ter a Lagares. Traziam um burro que lhes carregava os haveres e os auxiliava na caminhada. A certa altura, tiveram de se esconder neste local, onde existiam grandes arbustos, o que lhes permitiu descansar e não serem vistos pelos soldados do rei. No local, ficaram as três marcas que estão gravadas nesta rocha, que são a pegada de Nossa Senhora, a marca da bengala do São José e a marca da pata do burro."

Continuando pelo PR11, atravessa-se o Parque de Merendas do Alto da Pegadinha e começa a descida pelo arruamento de paralelos. Já em cotas mais baixas atravessa-se a Ribeira de Lagares e segue-se ao longo da sua margem em direção a Lagares, passando pelas ruínas dos Moinhos de Paradela, com posterior passagem no reminiscente Caminho Medieval da Granja.

Na continuação, atravessa.se a estrada EN319, passando pela Cisterna em Galeria de Monte Santo, ruínas dos Moinhos de Monte Santo e pode-se fazer um pequeno desvio para visitar a Cascata de Castelões. Caminhando por soutos e campos seguimos até alcançar a Igreja Velha de Lagares. Nesta igreja antiga foram feitas escavações e encontraram-se objetos muito valiosos, como, por exemplo, imagens feitas em um só tronco de madeira, moedas do tempo da monarquia e algumas do sec. I e livros antigos com folhas em papiro. Além destes objetos, também encontraram cálices, azulejos e uma pedra denominada "ara", onde se sacrificavam animais como oferendas aos deuses. Estes objetos têm mais de 1000 anos, incluindo a "ara" e atualmente estão num museu anexo à igreja, designado por "Centro Histórico".

Depois o percurso continua pelas ruas entre a arquitetura rural e pré-moderna de Devesas e Escariz, sob a companhia do curioso Arco de Rosendo. Mais à frente, encontra-se o Rego Fureiro de Caleirões, típica levada dos tempos onde a água preciosa regava os campos das cotas mais baixas. Em breve, voltamos à aldeia de Quintandona.