PR11 PNF - QUINTANDONA TERRA DE MIL CORES, FESTAS E SABORES + BIODIVERSIDADE

 

DIA: Domingo, 11 de dezembro de 2022
PONTO DE ENCONTRO: Parque de 
estacionamento do Centro Interpretativo de Quintandona | HORA: 8h30 
DISTÂNCIA DA CAMINHADA: 12 km 
DURAÇÃO: ± 4 horas
GRAU DE DIFICULDADE: Médio


MAPA DO PERCURSO


O trilho está sinalizado e tem uma extensão de aproximadamente 12 kms. Decorre em espaços públicos abertos, por caminhos de terra e de pé posto, caminhos rurais, antigas calçadas, caminho florestal e alguns arruamentos em paralelo.


PERFIL DO PERCURSO



DESCRIÇÃO DA CAMINHADA


“Quintandona, a magnífica” serve de ponto de partida a este percurso. Esta aldeia preservada, com ruas típicas muito estreitas. O lugar da aldeia é, atualmente, composto por um conjunto de habitações construídas em xisto, granito amarelo e ardósia, o que a tornam muito particular. De gente afável e dinâmica, tem nos dias de hoje pouco mais de 60 habitantes que com dedicação fazem deste lugar um polo de cultura e atratividade como é o caso da Festa do Caldo de Quintandona, que se realiza no segundo fim de semana de setembro de cada ano. 

A caminhada começa no Centro Interpretativo de Quintandona. Na aldeia a maioria das casas são em xisto, granito amarelo e ardósia. Saindo do parque de estacionamento, passamos pelo Cruzeiro e Capela de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição, edifício particular com mais de 200 anos, que pode ser visitado, basta solicitar no Centro Interpretativo.


Seguindo pela rua principal, podemos ver a beleza da aldeia, integralmente recuperada com muito saber e bom gosto. Um espaço único, não só pelas suas casas preservadas, mas pela preservação da antiga arquitetura, associada à atividade agrícola tradicional, e que conduziu ao reconhecimento do valor cultural e patrimonial da aldeia, sendo atualmente um núcleo dependente do Museu Municipal de Penafiel, permanentemente aberto ao público. A Casa do Xiné é visita obrigatória. Resulta da parceria entre a CASAXINÉ, Associação para a promoção e desenvolvimento cultural de Quintandona, a Associação comoDEantes, grupo de teatro, e a Associação para o desenvolvimento de Lagares e visa dinamizar a cultura e o turismo na região. Com lotação para 60 lugares sentados e 250 lugares em pé, a Casa do Xiné é um espaço polivalente com as condições necessárias para o acolhimento de diferentes tipos de eventos.

Depois de uma volta pela aldeia, voltamos ao Cruzeiro e seguimos o PR11.1 - Biodiversidade. O percurso será por um caminho de pé posto que atravessa os campos da aldeia. Intersetamos a Ribeira do Outeiro que seguimos por um denso arvoredo até à Cascatinha do Aguieiro, local de interseção com o PR11, para posteriormente entrarmos no caminho florestal em direção ao topo da cumeada de acesso às Vinhas da Aveleda.


Seguimos pela cumeada, ao longo da vinha, e pouco depois chegamos ao ponto mais alto do percurso, o Miradouro e Baloiço da Pegadinha. Excelentes vistas para Lagares e terras circundantes. 

Descendo a encosta, pode-se visitar as gravuras rupestres que deram origem à Lenda da Pegadinha. "Diz a lenda que... Nossa Senhora e São José, ao serem perseguidos pelos soldados do rei Herodes, vieram ter a Lagares. Traziam um burro que lhes carregava os haveres e os auxiliava na caminhada. A certa altura, tiveram de se esconder neste local, onde existiam grandes arbustos, o que lhes permitiu descansar e não serem vistos pelos soldados do rei. No local, ficaram as três marcas que estão gravadas nesta rocha, que são a pegada de Nossa Senhora, a marca da bengala do São José e a marca da pata do burro."

Continuando pelo PR11, atravessa-se o Parque de Merendas do Alto da Pegadinha e começa a descida pelo arruamento de paralelos. Já em cotas mais baixas atravessa-se a Ribeira de Lagares e segue-se ao longo da sua margem em direção a Lagares, passando pelas ruínas dos Moinhos de Paradela, com posterior passagem no reminiscente Caminho Medieval da Granja.

Na continuação, atravessa.se a estrada EN319, passando pela Cisterna em Galeria de Monte Santo, ruínas dos Moinhos de Monte Santo e pode-se fazer um pequeno desvio para visitar a Cascata de Castelões. Caminhando por soutos e campos seguimos até alcançar a Igreja Velha de Lagares. Nesta igreja antiga foram feitas escavações e encontraram-se objetos muito valiosos, como, por exemplo, imagens feitas em um só tronco de madeira, moedas do tempo da monarquia e algumas do sec. I e livros antigos com folhas em papiro. Além destes objetos, também encontraram cálices, azulejos e uma pedra denominada "ara", onde se sacrificavam animais como oferendas aos deuses. Estes objetos têm mais de 1000 anos, incluindo a "ara" e atualmente estão num museu anexo à igreja, designado por "Centro Histórico".

Depois o percurso continua pelas ruas entre a arquitetura rural e pré-moderna de Devesas e Escariz, sob a companhia do curioso Arco de Rosendo. Mais à frente, encontra-se o Rego Fureiro de Caleirões, típica levada dos tempos onde a água preciosa regava os campos das cotas mais baixas. Em breve, voltamos à aldeia de Quintandona.

POR TERRAS DE SANTO TIRSO (adaptação do PR4+PR8)

 

DIA: Quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
PONTO DE ENCONTRO: Câmara Municipal de Santo Tirso
HORA: 8h30 | DISTÂNCIA DA CAMINHADA: 14 km
DURAÇÃO: ± 4 horas | GRAU DE DIFICULDADE: Médio


LOCALIZAÇÃO DO PERCURSO


PERFIL DO PERCURSO


DESCRIÇÃO DO PERCURSO

Este percurso circular, com partida e chegada em Santo Tirso, junto ao parque de estacionamento da Câmara Municipal, percorre as localidades de Santo Tirso e Burgães, cruzando vários parques urbanos e  quintas do concelho. Inicia-se no centro da cidade, onde merece atenção o conjunto de obras que integram o Museu Internacional de Escultura Contemporânea. A rota faz-se depois pelo Parque D. Maria II em direção às margens do rio Ave, onde o visitante poderá ver o Mosteiro de S. Bento.

Mosteiro de S. Bento

Santo Tirso situa-se na margem esquerda do Rio Ave e a história desta freguesia prende-se com o Mosteiro Beneditino, cuja fundação remonta do séc. X, hoje classificado Monumento Nacional. A igreja é obra do Séc. XVII, e o autor do seu projeto foi Frei João Torriano. Na parte antiga do Mosteiro, encontra-se instalada a Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento.
Depois do Mosteiro, o caminho faz-se pela ciclovia na margem do rio Ave até chegar ao Parque Urbano da Rabada. 

Passeio pedonal e ciclável

Parque Urbano

O percurso segue em direção à Capela de S. João do Carvalhinho, cujo orago é S. João, localizada num antigo castro romanizado, desfrutando-se de uma bela vista panorâmica do Vale do Ave, permitindo uma observação da cidade de Santo Tirso e do Parque Urbano da Rabada.

Capela de S. João do Carvalhinho

O percurso, por caminhos florestais e rurais, faz-se em direção a Santa Cruz onde se encontra a Capela com o mesmo nome. Esta construção setecentista possui duas belas imagens representando Nossa Senhora e S. João. Junto a esta encontra-se um belo fontanário, onde se encontra esculpida uma cabeça humana por onde brota a água. Depois de atingir o ponto mais alto,  o percurso desce em direção a Santo Tirso, passando pelo Lugar de Abelha e Lomba.


PR5 AMT - TRILHO DA ÁGUA E DAS 5 ALDEIAS

 

Painel informativo do percurso












Foto do grupo

Capela da Senhora da Guia



Pedra de Sol

Meninas do Crasto,  monumento construtivo do início do IV milénio A. C. e relembra a ocupação humana desta região, desde tempos imemoriais.













PR5 AMT - TRILHO DA ÁGUA E DAS 5 ALDEIAS

 

DIA: Domingo, 13 de novembro de 2022
INÍCIO DA CAMINHADA: Igreja de Carvalho de Rei

HORA:
 8h30m | DISTÂNCIA DO PERCURSO: 13 km
DURAÇÃO: 
4 horas | GRAU DE DIFICULDADE: médio


INÍCIO DA CAMINHADA

Para saberes onde é o início da caminhada, clica aqui

ou cola o código 6XFJ+QM Carvalho de Rei no Google Maps.

Como chegar a Carvalho de Rei utilizando o Via Michelin

PONTO DE ENCONTRO

Possibilidade de partilha de boleias junto ao Café Ramos, em Baltar, às 7h30m. 


MAPA DO PERCURSO


PERFIL DO  PERCURSO



DESCRIÇÃO DA CAMINHADA

Este percurso faz a ligação da aldeia de Carvalho de Rei com a zona mais alta da Serra da Aboboreira, onde se pode encontrar património arqueológico desta serra. 


O percurso inicia junto do carvalho centenário da aldeia de Carvalho de Rei, onde se descobre a presença humana numa paisagem rústica, de topo de serra e vistas longínquas, sobre as serras e vales ao redor, passando pelo património cultural, rural e arqueológico desta serra.
Passa por cinco aldeias rústicas, ainda com alguma integridade, com artefactos de significativo valor antropológico e etnográfico: espigueiros, medas, eiras, muros de pedra, tanques, cruzeiros.


Saindo da aldeia de Carvalho de Rei, virando à direita, vai deparar-se com a Aldeia de Pé Redondo, seguida da Aldeia Nova e a Aldeia Velha, aglomerados rurais de montanha.
Aqui, pode-se encontrar o antigo tanque comunitário, o antigo caminho e moinho desta Aldeia Velha e, a pouca distância, a Capela de São Domingos.
Após a passagem pela linda Aldeia Velha, começa-se a subida da encosta da serra, onde se verifica uma clara transição para ecossistemas tipicamente de altitude, deixando de ver-se os carvalhais e as árvores de grande porte e passando a haver uma paisagem mais exposta aos elementos, onde o tojo (Ulex minor), a giesta (Cytisus striatus) e a urze (Calluna vulgaris) são os predominantes.
Na próxima paragem, temos a Senhora da Guia, Capela e Miradouro, com paisagens de tirar o fôlego.


A Pedra de Sol é um batólito granítico isolado, que por ter essa característica, funciona naturalmente como um relógio de sol. Este fator terá certamente influenciado a designação que lhe foi atribuída pelos pastores da Serra da Aboboreira.

Perto, avista a anta Meninas do Crasto, que integra um monumento construtivo do início do IV milénio A. C. e relembra a ocupação humana desta região, desde tempos imemoriais.


As dimensões modestas e a laje de cobertura, atribuem a este monumento uma certa graciosidade. Dólmen fechado, com tampa, colocada aquando da escavação. A abertura do estradão motivou a amputação da mamoa e o desaparecimento do esteio em falta.

Na última parte do trilho, passa-se pela grande levada de Carvalho de Rei, ainda fundamental para a agricultura da aldeia, acompanhada de dois moinhos de água abandonados.
Por fim, retorno a Carvalho de Rei, passando pela Igreja e Cruzeiro.